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O exercício regular desempenha um papel crucial na redução do risco de doenças crónicas e na promoção da saúde e do bem-estar geral. Numerosos estudos científicos salientaram os benefícios significativos do exercício na prevenção e gestão de várias doenças crónicas. Quer se trate da saúde cardiovascular, da gestão do peso, da diabetes de tipo 2, da saúde mental, da prevenção do cancro, da saúde óssea ou da saúde respiratória, o exercício demonstrou ter efeitos positivos em cada um destes aspectos. Ao incorporar a atividade física regular nas nossas vidas, podemos aumentar a resistência do nosso corpo, melhorar as funções fisiológicas e reduzir a probabilidade de desenvolver doenças crónicas.
Nesta discussão, iremos explorar em pormenor o papel do exercício na redução do risco destas doenças crónicas, destacando os mecanismos específicos e os benefícios associados a cada área. Ao compreender o impacto do exercício na nossa saúde, podemos fazer escolhas informadas e dar prioridade à atividade física como uma componente essencial de um estilo de vida saudável. Eis algumas das principais formas em que o exercício ajuda a reduzir o risco de doenças crónicas:
Saúde cardiovascular
A prática regular de exercício físico tem um impacto profundo na saúde cardiovascular. Eis uma descrição mais pormenorizada de como o exercício melhora a saúde cardiovascular:
- Fortalecer o músculo cardíaco: O exercício, em particular as actividades aeróbicas, como andar a passo rápido, correr, andar de bicicleta ou nadar, ajuda a fortalecer o músculo cardíaco. O exercício regular desafia o coração, tornando-o mais eficiente no bombeamento de sangue para todo o corpo. Isto leva a uma diminuição da frequência cardíaca em repouso e a um aumento do volume sistólico do coração (a quantidade de sangue bombeado por batimento), resultando num sistema cardiovascular mais saudável em geral.
- Redução da tensão arterial: O exercício físico pode ajudar a baixar a tensão arterial elevada, também conhecida como hipertensão. Durante a atividade física, o coração bombeia mais sangue, o que ajuda a manter as artérias mais elásticas e relaxadas. Além disso, o exercício melhora a eficiência da função dos vasos sanguíneos e reduz a resistência periférica, levando a uma diminuição dos níveis de tensão arterial. Ao controlar a tensão arterial, o exercício reduz o risco de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e outras complicações cardiovasculares.
- Aumentar o colesterol HDL (bom): O colesterol de lipoproteínas de alta densidade (HDL) é frequentemente designado por colesterol “bom” porque ajuda a remover o colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL), ou colesterol “mau”, da corrente sanguínea. Foi demonstrado que o exercício regular aumenta os níveis de colesterol HDL, o que pode ajudar a reduzir a acumulação de placas nas artérias e a diminuir o risco de doença cardíaca.
- Reduzir o colesterol LDL (mau) e os triglicéridos: O exercício físico tem também um efeito positivo no perfil lipídico. Pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol LDL, que está associado a um risco acrescido de aterosclerose e de doenças cardiovasculares. Além disso, o exercício ajuda a reduzir os níveis de triglicéridos, que são outro tipo de gordura presente no sangue. Os níveis elevados de triglicéridos estão frequentemente associados a um risco acrescido de doença cardíaca.
Ao fortalecer o coração, melhorar os perfis lipídicos e baixar a tensão arterial, o exercício regular reduz significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e tensão arterial elevada. É importante notar que estes benefícios são frequentemente observados com exercício aeróbico de intensidade moderada realizado regularmente. Recomenda-se que o objetivo seja fazer pelo menos 150 minutos de exercício de intensidade moderada ou 75 minutos de exercício de intensidade vigorosa por semana, juntamente com actividades de fortalecimento muscular em dois ou mais dias. Como sempre, é aconselhável consultar um profissional de saúde antes de iniciar um programa de exercício, especialmente para indivíduos com problemas cardiovasculares existentes.
Controlo do peso
O exercício é um componente essencial da gestão do peso e desempenha um papel crucial na redução do risco de várias doenças crónicas. Eis um olhar mais atento sobre a forma como o exercício contribui para a gestão do peso e reduz o risco de doenças associadas:
- Gastos calóricos: A prática de uma atividade física ajuda a queimar calorias, o que é essencial para manter um peso corporal saudável. O exercício aumenta o dispêndio de energia, mesmo em repouso, ao estimular o metabolismo. Ao criar um défice de energia (queimar mais calorias do que as consumidas), o exercício ajuda a perder peso e evita o aumento de peso.
- Desenvolvimento da massa muscular: O exercício físico, em particular o treino de força ou os exercícios de resistência, ajuda a construir massa muscular magra. O tecido muscular é metabolicamente mais ativo do que o tecido adiposo, o que significa que queima mais calorias mesmo em repouso. Ao aumentar a massa muscular, o exercício aumenta a taxa metabólica basal (o número de calorias queimadas em repouso), facilitando a gestão do peso.
- Regulação do apetite: A atividade física regular pode ajudar a regular o apetite e a melhorar a saciedade. Foi demonstrado que o exercício reduz as hormonas da fome e aumenta a sensação de saciedade, o que pode contribuir para um melhor controlo da ingestão de calorias e para a gestão do peso.
- Prevenção de doenças relacionadas com a obesidade: A obesidade é um fator de risco significativo para várias doenças crónicas, incluindo diabetes de tipo 2, doenças cardíacas, certos tipos de cancro (como o cancro da mama, colorrectal e renal) e perturbações músculo-esqueléticas. Ao promover a perda de peso ou a manutenção do peso, o exercício reduz o risco de desenvolver estas doenças. Além disso, o exercício melhora a sensibilidade à insulina, os perfis lipídicos no sangue e a saúde cardiovascular, reduzindo ainda mais o risco de doenças relacionadas com a obesidade.
- Saúde Metabólica: O exercício regular ajuda a melhorar a saúde metabólica, reduzindo a resistência à insulina, baixando os níveis de glicose no sangue e melhorando os perfis lipídicos. Estas melhorias metabólicas são cruciais na prevenção e gestão de doenças como a diabetes tipo 2, a síndrome metabólica e as doenças cardiovasculares.
- Benefícios psicológicos: O exercício físico também desempenha um papel importante na gestão do peso, ao abordar os factores emocionais e psicológicos relacionados com a ingestão excessiva de alimentos ou com hábitos alimentares pouco saudáveis. A atividade física regular pode melhorar o humor, reduzir o stress e aliviar os sintomas de depressão e ansiedade. Ao promover o bem-estar mental, o exercício apoia indiretamente hábitos alimentares saudáveis e a gestão do peso.
É importante notar que, embora o exercício seja uma componente essencial da gestão do peso, uma dieta equilibrada e saudável é igualmente importante. Uma combinação de atividade física regular e de uma dieta nutritiva proporciona os melhores resultados para manter um peso corporal saudável e reduzir o risco de doenças crónicas associadas à obesidade.
É sempre aconselhável consultar um profissional de saúde ou um nutricionista registado antes de fazer alterações significativas à sua rotina de exercício ou hábitos alimentares, especialmente se tiver preocupações ou condições de saúde específicas. Estes profissionais podem fornecer orientação personalizada com base nas suas necessidades individuais e ajudá-lo a criar um plano abrangente para controlo de peso e saúde geral.
Diabetes tipo 2
A atividade física é crucial na prevenção e gestão da diabetes tipo 2. Eis um olhar mais atento sobre o impacto positivo do exercício na diabetes tipo 2:
- Melhoria da sensibilidade à insulina: O exercício regular melhora a sensibilidade à insulina, que é um fator-chave no desenvolvimento e gestão da diabetes tipo 2. A sensibilidade à insulina refere-se à eficácia com que as células respondem à insulina e absorvem a glucose da corrente sanguínea. O exercício ajuda a insulina a funcionar de forma mais eficiente, permitindo que as células utilizem a glucose de forma eficaz para obter energia. Ao melhorar a sensibilidade à insulina, o exercício ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
- Controlo da glicose no sangue: A atividade física desempenha um papel vital na manutenção de níveis saudáveis de glicose no sangue para indivíduos com diabetes tipo 2. O exercício físico pode baixar os níveis de açúcar no sangue ao aumentar a absorção de glicose pelas células musculares, independentemente da insulina. Este efeito pode ser particularmente benéfico para gerir os níveis de glucose pós-prandiais (após as refeições). O exercício regular, quando combinado com outras estratégias de gestão da diabetes, como a medicação e a dieta, ajuda a melhorar o controlo glicémico.
- Controlo do peso: O exercício físico ajuda a controlar o peso, o que é crucial para prevenir e gerir a diabetes tipo 2. A atividade física ajuda a queimar calorias e a promover a perda de peso, especialmente quando combinada com uma dieta saudável. A manutenção de um peso corporal saudável reduz a resistência à insulina e melhora a saúde metabólica geral. Ao controlar o peso, o exercício físico desempenha um papel significativo na prevenção do aparecimento da diabetes tipo 2 e ajuda os indivíduos com diabetes a manter um melhor controlo glicémico.
- Saúde cardiovascular: A diabetes tipo 2 está associada a um risco acrescido de complicações cardiovasculares. O exercício físico melhora a saúde cardiovascular, fortalecendo o coração, reduzindo a pressão arterial e melhorando os perfis lipídicos. Estes benefícios são particularmente importantes para os indivíduos com diabetes, uma vez que ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e outras complicações cardiovasculares.
- Redução do stress e bem-estar mental: O exercício tem efeitos positivos na saúde mental e pode ajudar a gerir o stress, que pode ter impacto nos níveis de açúcar no sangue. As hormonas do stress podem aumentar os níveis de glicose no sangue, pelo que a prática regular de atividade física pode ajudar a atenuar os efeitos do stress no controlo glicémico. Além disso, o exercício promove o bem-estar mental geral, reduzindo o risco de problemas emocionais e psicológicos relacionados com a diabetes.
- Benefícios para a saúde em geral: O exercício regular proporciona inúmeros benefícios para a saúde para além do controlo da diabetes. Ajuda a melhorar a força muscular, a densidade óssea, o equilíbrio e a condição física geral, reduzindo o risco de outras doenças crónicas e melhorando a qualidade de vida geral.
É importante consultar um profissional de saúde ou um especialista em exercício físico antes de iniciar um programa de exercício, especialmente se tiver diabetes ou outros problemas de saúde subjacentes. Estes profissionais podem fornecer orientações sobre os tipos de exercício, duração e intensidade adequados com base nas suas necessidades individuais e ajudá-lo a integrar o exercício no seu plano de gestão da diabetes.
Saúde mental
O exercício físico tem benefícios significativos para a saúde mental e o bem-estar geral. Eis um olhar mais atento sobre o impacto positivo do exercício na saúde mental:
- Libertação de endorfina: A atividade física estimula a libertação de endorfinas, que são substâncias químicas no cérebro que actuam como estimulantes naturais do humor. As endorfinas ajudam a reduzir as sensações de dor e stress, ao mesmo tempo que promovem sentimentos de felicidade e euforia. Isto pode contribuir para melhorar o humor e a sensação geral de bem-estar.
- Redução dos sintomas de depressão: O exercício regular tem-se revelado eficaz na redução dos sintomas de depressão. O exercício ajuda a aumentar a produção de neurotransmissores como a serotonina e a norepinefrina, que estão envolvidos na regulação do humor. Além disso, a atividade física pode proporcionar uma distração dos pensamentos negativos e promover um sentimento de realização, levando a uma melhoria da autoestima e a uma perspetiva mais positiva.
- Redução da ansiedade e do stress: O exercício físico pode ser uma ferramenta poderosa na gestão da ansiedade e do stress. A atividade física ajuda a libertar a tensão reprimida e promove o relaxamento. Pode também melhorar a qualidade do sono, que é frequentemente perturbado pela ansiedade ou pelo stress. O exercício físico regular pode servir como um mecanismo saudável de defesa, proporcionando uma forma natural e eficaz de gerir e reduzir os sintomas de ansiedade e stress.
- Função cognitiva e clareza mental: O exercício físico tem sido associado a uma melhor função cognitiva e clareza mental. A atividade física aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que melhora as capacidades cognitivas, como a atenção, a memória e a resolução de problemas. O exercício regular também tem sido associado a uma redução do risco de declínio cognitivo e de doenças neurodegenerativas relacionadas com a idade, como a doença de Alzheimer.
- Autoestima e imagem corporal: A prática regular de exercício físico pode melhorar a autoestima e a imagem corporal. Atingir objectivos de fitness, melhorar a forma física e sentir-se mais confortável com o próprio corpo pode ter um impacto positivo na auto-perceção e na autoconfiança. O exercício físico pode ajudar as pessoas a desenvolver uma relação mais positiva com o seu corpo, conduzindo a um melhor bem-estar mental.
- Interação social: Muitas formas de exercício oferecem oportunidades de interação social, como aulas de grupo, desportos de equipa ou clubes de exercício. A socialização e o contacto com outras pessoas durante a atividade física podem proporcionar um sentimento de pertença, apoio e motivação. Estas interações sociais contribuem para o bem-estar mental geral e podem ajudar a combater sentimentos de isolamento ou solidão.
Ao promover uma saúde mental positiva, o exercício físico contribui indiretamente para a redução do risco de várias doenças crónicas. Os problemas de saúde mental, como a depressão e a ansiedade, têm sido associados a um risco acrescido de desenvolver determinados problemas de saúde física. Ao melhorar o bem-estar psicológico e ao reduzir o impacto destas condições, o exercício desempenha um papel na prevenção e gestão das doenças crónicas.
É importante notar que, embora o exercício possa ser benéfico para a saúde mental, não substitui a ajuda profissional na gestão das condições de saúde mental. Se estiver a ter problemas significativos de saúde mental, é essencial procurar orientação de um profissional de saúde qualificado ou de um especialista em saúde mental que possa fornecer apoio e tratamento adequados.
Prevenção do cancro
Sem dúvida! Foi demonstrado que o exercício tem um impacto significativo na redução do risco de certos tipos de cancro. Eis um olhar mais atento sobre a forma como o exercício contribui para a prevenção do cancro:
- Manutenção de um peso corporal saudável: A atividade física regular é um fator importante para manter um peso corporal saudável. A obesidade é um fator de risco conhecido para vários tipos de cancro, incluindo os cancros do cólon, da mama, do ovário e do pâncreas. Ao promover a gestão do peso, o exercício ajuda a reduzir o risco de desenvolver estes cancros relacionados com a obesidade.
- Regulação hormonal: O exercício físico pode ajudar a regular os níveis hormonais, que desempenham um papel no desenvolvimento de certos cancros relacionados com as hormonas, como os cancros da mama e da próstata. A atividade física regular tem sido associada a uma diminuição dos níveis de estrogénio nas mulheres, o que pode ser benéfico para reduzir o risco de cancros da mama e do endométrio. Do mesmo modo, o exercício físico tem sido associado a níveis mais baixos de testosterona nos homens, reduzindo potencialmente o risco de cancro da próstata.
- Reduzir a inflamação crónica: Pensa-se que a inflamação crónica contribui para o desenvolvimento do cancro. O exercício regular ajuda a reduzir a inflamação crónica no organismo. O exercício tem efeitos anti-inflamatórios e promove a libertação de citocinas anti-inflamatórias. Ao reduzir a inflamação, o exercício pode diminuir o risco de vários tipos de cancro.
- Melhorar a sensibilidade à insulina: O exercício físico melhora a sensibilidade à insulina, o que é importante para a prevenção e gestão de certos tipos de cancro. A resistência à insulina e os níveis elevados de insulina têm sido associados a um risco acrescido de cancro colorrectal, pancreático e do endométrio. A atividade física regular ajuda a regular os níveis de insulina, reduzindo o risco destes cancros.
- Melhorar a função imunitária: O exercício físico tem efeitos positivos no sistema imunitário. A atividade física regular melhora a função imunitária e aumenta a capacidade do organismo para combater infecções e doenças, incluindo o cancro. O exercício pode estimular a produção de células imunitárias, aumentar a circulação e melhorar o movimento das células imunitárias por todo o corpo, o que pode ajudar na prevenção do cancro.
- Melhoria da saúde digestiva: O exercício físico tem sido associado a um menor risco de cancro colorrectal. A atividade física regular melhora a digestão, reduz o tempo que os resíduos demoram a passar pelo cólon e diminui a exposição do cólon a substâncias potencialmente nocivas. Estes factores contribuem para reduzir o risco de desenvolver cancro colorrectal.
Embora o exercício físico desempenhe um papel crucial na redução do risco de certos tipos de cancro, é importante notar que é apenas um aspeto de uma abordagem abrangente da prevenção do cancro. Outros factores, como uma dieta saudável, evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool e fazer rastreios regulares, também contribuem para reduzir o risco de cancro.
Recomenda-se sempre a consulta de um profissional de saúde para obter aconselhamento personalizado sobre a prevenção do cancro, especialmente se tiver factores de risco ou preocupações específicas. Este profissional pode fornecer orientações sobre as recomendações de exercício adequadas e ajudar a desenvolver um plano global de prevenção do cancro e de promoção da saúde.
Saúde dos ossos
O exercício físico desempenha um papel vital na manutenção e melhoria da saúde dos ossos. Eis um olhar mais atento sobre a forma como o exercício contribui para a saúde dos ossos:
- Exercícios de suporte de peso: Os exercícios de suporte de peso envolvem actividades que trabalham contra a gravidade enquanto se está de pé, como caminhar, correr, fazer caminhadas, dançar e subir escadas. Estes exercícios exercem pressão sobre os ossos, estimulando o processo de remodelação óssea, o que leva a um aumento da densidade e da força dos ossos. Os exercícios de suporte de peso são particularmente eficazes para melhorar a saúde óssea e reduzir o risco de osteoporose.
- Treino de resistência: Os exercícios de resistência, também conhecidos como treino de força ou de peso, envolvem a utilização de resistência externa, como pesos livres, bandas de resistência ou máquinas de pesos, para aumentar a força muscular e melhorar a saúde óssea. O treino de resistência exerce pressão sobre os ossos, promovendo a formação de novo tecido ósseo e melhorando a densidade óssea. Concentre-se em exercícios que visem os principais grupos musculares, como agachamentos, lunges, deadlifts e flexões, para maximizar os benefícios para a saúde óssea.
- Actividades de impacto: As actividades que envolvem forças de impacto e de carga, como saltar, saltitar ou praticar desportos como o basquetebol ou o voleibol, proporcionam benefícios adicionais para a saúde óssea. O impacto repetitivo estimula a formação óssea e ajuda a manter a densidade óssea. Estas actividades podem ser particularmente benéficas para indivíduos mais jovens e atletas que procuram otimizar a saúde óssea.
- Exercícios de equilíbrio e postura: Os exercícios que melhoram o equilíbrio e a postura, como o ioga e o tai chi, contribuem indiretamente para a saúde óssea, reduzindo o risco de quedas e fracturas. Manter um bom equilíbrio e uma boa postura ajuda a evitar acidentes e lesões que podem levar a fracturas ósseas, especialmente em adultos mais velhos que podem ter uma densidade óssea reduzida.
- Controlo do peso: A manutenção de um peso corporal saudável é essencial para a saúde dos ossos. O excesso de peso corporal exerce uma pressão adicional sobre os ossos, o que pode levar a uma maior perda óssea ao longo do tempo. O exercício regular, combinado com uma dieta equilibrada, pode ajudar a controlar o peso e a prevenir a obesidade, reduzindo a tensão sobre os ossos e melhorando a saúde óssea em geral.
- Equilíbrio hormonal: O exercício pode ajudar a regular os níveis hormonais, que desempenham um papel na saúde dos ossos. Por exemplo, os exercícios com peso e o treino de resistência podem ajudar a estimular a libertação da hormona do crescimento e da testosterona, que contribuem para a saúde e densidade óssea. O exercício também ajuda a manter o equilíbrio hormonal, o que é importante para a saúde geral dos ossos, especialmente nas mulheres que estão a entrar na menopausa.
É importante notar que os benefícios do exercício para a saúde óssea são mais eficazes quando combinados com uma dieta equilibrada rica em cálcio, vitamina D e outros nutrientes essenciais para a saúde óssea. Além disso, é essencial ter em conta as condições de saúde individuais e consultar um profissional de saúde ou um especialista em exercício para determinar o programa de exercício mais adequado às suas necessidades específicas.
O exercício regular, em particular os exercícios de peso e de resistência, ajuda a melhorar a densidade óssea, a fortalecer os ossos e a reduzir o risco de osteoporose e de fracturas. Nunca é demasiado tarde para começar a fazer exercício para a saúde dos ossos, e mesmo pequenas mudanças podem fazer uma diferença significativa ao longo do tempo.
Saúde respiratória
Sem dúvida! O exercício aeróbico regular desempenha um papel significativo na melhoria da saúde respiratória. Eis como o exercício tem um impacto positivo no sistema respiratório:
- Melhoria da função pulmonar: O exercício aeróbico, como o jogging, a natação, o ciclismo e a marcha rápida, ajuda a melhorar a função pulmonar, aumentando a eficiência e a capacidade do sistema respiratório. Durante o exercício aeróbico, o corpo necessita de um maior consumo de oxigénio para satisfazer a maior procura de energia. Isto leva à expansão da capacidade pulmonar e a uma melhor troca de oxigénio nos pulmões, resultando numa melhor função pulmonar.
- Aumento da força dos músculos respiratórios: O exercício regular fortalece os músculos envolvidos no processo de respiração, como o diafragma e os músculos intercostais. O fortalecimento destes músculos permite um melhor controlo da respiração e uma ventilação mais eficiente. Músculos respiratórios mais fortes reduzem o esforço necessário para respirar, especialmente durante a atividade física e as tarefas diárias, melhorando a saúde respiratória em geral.
- Aumento da capacidade pulmonar: A prática regular de exercício aeróbico pode aumentar a capacidade pulmonar. A capacidade pulmonar refere-se à quantidade máxima de ar que pode ser inalada e exalada. Com o exercício regular, os pulmões tornam-se mais eficientes na expansão e contração, permitindo um aumento da capacidade pulmonar. Isto é benéfico para os indivíduos com problemas respiratórios, uma vez que pode ajudar a compensar qualquer função pulmonar afetada.
- Redução dos sintomas respiratórios: Foi demonstrado que o exercício regular reduz os sintomas e melhora a qualidade de vida dos indivíduos com doenças respiratórias, como a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) e a asma. O exercício ajuda a melhorar a falta de ar, reduz a frequência e a gravidade dos sintomas respiratórios e melhora a resistência respiratória geral.
- Controlo do peso e das comorbilidades: O exercício também é essencial para gerir o peso, que pode afetar a saúde respiratória. O excesso de peso pode exercer uma pressão adicional sobre o sistema respiratório, dificultando a respiração e aumentando o risco de doenças respiratórias. A atividade física regular ajuda na gestão do peso e reduz o risco de comorbilidades associadas a doenças respiratórias, como a obesidade e as doenças cardiovasculares.
- Benefícios para a saúde em geral: O exercício tem inúmeros benefícios para a saúde em geral, que contribuem indiretamente para a saúde respiratória. A atividade física regular fortalece o sistema imunitário, reduz a inflamação e melhora a saúde cardiovascular. Estes factores podem ajudar a prevenir infecções respiratórias e a reduzir a gravidade das doenças respiratórias.
É importante notar que os indivíduos com problemas respiratórios pré-existentes devem consultar o seu profissional de saúde antes de iniciarem um programa de exercício. Este pode fornecer recomendações e orientações personalizadas sobre os tipos de exercício, intensidade e duração adequados, com base nas necessidades e capacidades individuais.
A incorporação de exercício aeróbico regular na sua rotina pode ter efeitos positivos significativos na saúde respiratória, melhorando a função pulmonar, a força dos músculos respiratórios e a capacidade pulmonar, ao mesmo tempo que reduz o risco de doenças respiratórias.
Conclusão
Em conclusão, o exercício físico desempenha um papel vital na redução do risco de doenças crónicas em vários domínios. A atividade física regular contribui para melhorar a saúde cardiovascular, fortalecendo o coração, baixando a pressão arterial e controlando os níveis de colesterol. Ajuda a controlar o peso, reduzindo o risco de doenças relacionadas com a obesidade, como a diabetes, as doenças cardíacas e certos tipos de cancro. O exercício físico também ajuda a prevenir e a gerir a diabetes tipo 2, melhorando a sensibilidade à insulina e promovendo o controlo do peso.
Além disso, o exercício tem benefícios significativos para a saúde mental, aliviando os sintomas de depressão, ansiedade e stress. Ao promover o bem-estar psicológico, reduz indiretamente o risco de doenças crónicas associadas a problemas de saúde mental. Além disso, o exercício demonstrou reduzir o risco de certos tipos de cancro, incluindo o cancro do cólon, da mama e do pulmão, através da manutenção de um peso corporal saudável, da regulação dos níveis hormonais, da redução da inflamação e do reforço do sistema imunitário.
O exercício físico desempenha um papel crucial na manutenção da saúde óssea, em particular nas populações mais idosas, através da prática de exercícios de suporte de peso e de treino de resistência que fortalecem os ossos e reduzem o risco de osteoporose e de fracturas. Por último, o exercício aeróbico regular melhora a função pulmonar, a força dos músculos respiratórios e a capacidade pulmonar, reduzindo o risco de doenças respiratórias como a DPOC e a asma.
Incorporar o exercício na nossa vida diária é essencial para reduzir o risco de doenças crónicas e promover a saúde em geral. É importante encontrar actividades de que gostemos e que possamos manter ao longo do tempo, uma vez que a consistência é fundamental. A consulta de profissionais de saúde ou especialistas em exercício físico pode ajudar a desenvolver planos de exercício personalizados com base nas necessidades e capacidades individuais. Ao dar prioridade ao exercício e a um estilo de vida ativo, podemos assumir proactivamente o controlo da nossa saúde e reduzir significativamente o risco de doenças crónicas.
